Mineração e siderurgia têm o perfil de carga mais hostil da indústria brasileira: potência muito alta, variação brusca, e um ambiente que ataca o equipamento por poeira, vibração e temperatura ao mesmo tempo.
O problema elétrico típico: o forno a arco
O forno elétrico a arco é uma carga que ninguém mais tem. O arco entre eletrodos gera correntes acima de 30 kA e se comporta como fonte de harmônicos, com espectro que muda a cada instante da fusão. O efeito na rede é duplo: distorção harmônica e flicker — a flutuação de tensão que faz a iluminação piscar e que, em corrente contínua de comando, aparece como atuação indevida de proteção.
Os limites estão no módulo 8 do PRODIST, e quem paga a conta quando são ultrapassados é a planta, não a concessionária. As duas saídas clássicas são reforçar a rede — caro e nem sempre possível — ou compensar na origem, com filtro ativo dimensionado para o espectro real do forno.
O que a alimentação CC de mina e usina exige
Britagem, moinho, correia transportadora e pátio dependem de sinalização, proteção e comando alimentados em corrente contínua. Nesse ponto a exigência não é potência, é não parar: o retificador carregador de subestação precisa manter o barramento CC estável enquanto a rede oscila e o banco de baterias envelhece sob temperatura alta. É por isso que o gerenciamento individual de cada elemento do banco deixa de ser luxo — a falha de uma célula em um banco de 60 elementos derruba o conjunto.
Onde a RTA já está
Vale, Usiminas, Gerdau e ThyssenKrupp constam na lista de clientes da RTA. O caso mais documentado do setor é o da ThyssenKrupp, de correção do fator de potência em ambiente industrial, com atestado técnico público.
Estes ambientes requerem:
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