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Distorção harmônica tem novo tratamento na revisão do módulo 8 do prodist na Aneel

A partir de 2017 as concessionárias devem tratar a ocorrência de distorção harmônica pelo mesmo processo que vem sendo exigido para outros aspectos da qualidade de tensão, tais como tensão permanente e fator de potência. Este artigo visa comentar os principais aspectos desta última revisão de Qualidade do produto, seção 8.1, data de vigência 2016.

Desta forma passa a ser fundamental uma análise mais abrangente da qualidade de energia, tanto por solicitação do usuário a concessionária, e em caso da comprovação da origem do problema ser do próprio consumidor, uma ação em conjunta para mitigação dos problemas encontrados. Mais importante é a questão dos prejuízos advindos da presença de distorção harmônica nas instalações de qualquer porte, causando:

  • Queima e degeneração de equipamentos, placas, etc.
  • Perdas por aquecimento nos cabos e em maquinas como transformadores e motores.
  • Queda de tensão nos cabos e gasto adicional de energia.
  • Multas por baixo fator de potência e energia reativa excedente devido a presença de harmônicos.

No intuito de apontar os aspectos do módulo 8 do prodist, comentamos:

capitulo4-distorcoes-harmonicas

 

As terminologias do capítulo 4 definem as variáveis aplicadas ao cálculo de distorção harmônica, bem como os limites de tempo para medição.

 

2 3

 

Os limites definidos acima, notadamente descritos na tabela 3, e em tensões de fornecimento menor que 1 kV, estão alinhados com as normas internacionais, sendo as mais importantes a IEEE592 e IEC61000-3-2.

Da medição:

Notadamente o processo é iniciado obrigatoriamente pela reclamação do cliente, e neste ponto cabe a visão que o reclamante pode não ser o gerador poluente da distorção harmônica, e é comum que a distorção presente seja gerada por consumidores vizinhos.

A medição deverá compreender até o 40 harmônico, espectro bem amplo, pois 90% dos harmônicos da rede estão compreendidos nos 3, 5, 7, 11 e 13 harmônicos.

 

9-1

9-4-1

9-4-2

10-1ok

10-1-fluxograma

Da regularização:

10-3

3-fator-de-potencia

 

Considerações sobre o fator de potência:

Neste aspecto é importante ressaltar a relação entre baixo fator de potência e a presença de distorção harmônica. Não se deve confundir a variação do fator de potencia em função do cos phi (defasagem entre a tensão e a corrente), que não tem correlação com a distorção.

A eliminação da distorção harmônica corrige o fator de potência na proporção em que esta afeta o valor do fator de potência total, que é a soma da distorção total + o desfasamento angular de energia reativa (cos phi).

Considerações sobre as correções:

-Identificado o agente causador, cliente ou concessionária, serão necessárias as ações para erradicação do conteúdo harmônico presente.

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